acordo
de uma extremidade a outra rolo
uma cama que não é a minha
e que agora haverá de ser
o colchão que me surra
com sua falta de maciez
ou maciez excessiva
é o meu disciplinador
penso no que fazer do dia
nada me vem
ou vem e logo se vai
conjecturas que não ganham vida
da energia que me sobra
levanto não me lavo nem como
o virtualismo me chama
me recluso até o sono me encontrar
deito
penso
choro
durmo
você dorme com sua puta
eu durmo com minha mãe
acordo
domingo, 7 de dezembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
o mundo em seu destino, e eu aqui, causando o caos
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domingo, 5 de outubro de 2008
vocalizes nocivos
uma tessitura
n oitavas
na face gritante o esforço
gestos de impulso, olhos crispados
a boca em seu auge
o som? o da minha garganta sendo destruída
n oitavas
na face gritante o esforço
gestos de impulso, olhos crispados
a boca em seu auge
o som? o da minha garganta sendo destruída
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
manicômio de sãos
indignado ser, que grita e sapateia
sobre estandartes um dia erguidos veementes...
baixai a tua bola, calai a tua boca
deixai os lunáticos dançarem nus em plena praça
o que foi, não volta
o que está aqui, não muda
sobre estandartes um dia erguidos veementes...
baixai a tua bola, calai a tua boca
deixai os lunáticos dançarem nus em plena praça
o que foi, não volta
o que está aqui, não muda
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Resposta ao invisível
Saí às 7:15 de casa. O vô me deu carona até o centro.
Eu me sinto amada. A fase em que duvidei do teu amor por mim já passou há muito tempo. Minhas dúvidas agora são outras.
Pena tu não ter me encontrado hoje. Também acordei querendo te ver. E passei o dia todo ontem querendo te ver.
Esperei por ti. Tu não veio. Te procurei. Não te achei. Resolvi me misturar aos estranhos numa sala de cinema. Saí no meio do filme.
Simplesmente não conseguia ler, nem entender, nem enxergar nada nem ninguém. Tua imagem ocupava a minha mente.
Nos vemos daqui a pouco.
Eu me sinto amada. A fase em que duvidei do teu amor por mim já passou há muito tempo. Minhas dúvidas agora são outras.
Pena tu não ter me encontrado hoje. Também acordei querendo te ver. E passei o dia todo ontem querendo te ver.
Esperei por ti. Tu não veio. Te procurei. Não te achei. Resolvi me misturar aos estranhos numa sala de cinema. Saí no meio do filme.
Simplesmente não conseguia ler, nem entender, nem enxergar nada nem ninguém. Tua imagem ocupava a minha mente.
Nos vemos daqui a pouco.
sábado, 15 de março de 2008
Solucionar o inexplicável
E essa dor no peito? O que será? Esse aperto por dentro? O que deve ser? Culpa? Medo? Vergonha? Ou a mistura caótica desses e de inúmeros outros sentimentos? Resultados de misturas. Sou composta pela junção dos sentimentos que se apresentam a mim. Queria saber separá-los para, assim, analisá-los, cada qual com seu poder, cada qual com sua função, cada qual com sua essência. Não sei fazer isso. E odeio não saber. Qual será a fórmula para tal solução? Vou continuar a não saber.
(Escrito em 14/03/2008)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Fragmentos coligados
qual o valor real das coisas? qual a verdadeira importância dos fatos, das pessoas? às vezes, me sinto incapaz de viver SEM a ignorância nunca é bem-vinda. me recuso a viver nela. não aceito não saber de todos os fatos que de forma direta ou indireta influenciam NA minha existência está escassa, se acabando aos poucos. devagar ela se esvai. e eu, impotente, a sinto indo embora tão cansanda quanto todo O resto de mim: peças soltas de um quebra-cabeça sem forma; fragmentos de matéria morta; princípio da imatéria. me sinto inutilizável e IRREPARAVELMENTE fragmentada em pedaços disformes: sou eu dentro de mim. não vejo nada além dessa escuridão impiedosa, que nem penumbra aceita SER real ou imaginária? autêntica ou plástica? humana ou demoníaca?
sentes falta das palavras nos seus devidos lugares, das possíveis vírgulas e pontos finais? sinto falta de uma direção e de uma razão que me faça SER eu não suporto mais.
sentes falta das palavras nos seus devidos lugares, das possíveis vírgulas e pontos finais? sinto falta de uma direção e de uma razão que me faça SER eu não suporto mais.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Processo de auto-privação
Uma pequena discórdia, uma lembrança triste, um pensamento aterrador, um flagrante óbvio e já esperado: motivos ideais para uma mudança brusca de humor e direções. Ser racional neste momento, com todas estas certezas pulsando na cabeça - e nas veias - é um exercício dificílimo.
O que fazer? O que esperar? Como agir? O que sentir? O que dizer?
O que fazer? O que esperar? Como agir? O que sentir? O que dizer?
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O medo da escrita
Importuno momento onde a criatividade é intimidada pelo medo do não criativo, do não original, do não interessante. Escrever rodeado destes receios limita o escritor a imprimir o já escrito, ou a simplesmente não escrever. Estas duas possibilidades são tão ameaçadoras quanto o medo da escrita em si. A primeira é uma ameaça ao novo, ao inédito. A segunda ameaça o expressar, o dizer. Por isso, só escrevo quando não tenho medo.
domingo, 23 de setembro de 2007
Tristeza
Olho para o pequeno vaso com as flores que você me deu. Elas estão todas morrendo. Todas. Eram vermelhas. Agora, estão numa cor que não sei definir direito. Roxo, parece. Não sei... O que sei é que junto com as flores, algo dentro de mim está morrendo também. E você nem percebe. Talvez porque você esteja ocupado demais tentando mantê-las perto de você, no "postinho" que você reservou para cada uma delas em seu coração. Amigas e parceiras, amigas e parceiras, amigas e parceiras, amigas e parceiras, amigas e parceiras. Eu, o que sou?
Me sinto tão triste, tão sozinha. Até chorar dói. E você nem vê. Você acha que me entende e diz que está tentando me ajudar, mas continua a viver sua vida do jeito que sempre viveu.
Não me importo em escrever estas coisas aqui, porque sei que você não irá ler nada disso. Você não se importa mais com o que escrevo.
Não sei até onte vou aguentar. Não sei até onde você vai aguentar.
Eu só queria poder ir embora da sua vida sem terminar de morrer por dentro. E mesmo indo embora, você continuaria sendo o único a ocupar meu coração.
Me sinto tão triste, tão sozinha. Até chorar dói. E você nem vê. Você acha que me entende e diz que está tentando me ajudar, mas continua a viver sua vida do jeito que sempre viveu.
Não me importo em escrever estas coisas aqui, porque sei que você não irá ler nada disso. Você não se importa mais com o que escrevo.
Não sei até onte vou aguentar. Não sei até onde você vai aguentar.
Eu só queria poder ir embora da sua vida sem terminar de morrer por dentro. E mesmo indo embora, você continuaria sendo o único a ocupar meu coração.
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